
Nos cemitérios Sagrada Família e Padre Roque Gonzales, os túmulos dividem espaço com possíveis focos de reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e do vírus da zika. Em uma breve caminhada pelos dois cemitérios a reportagem do Grupo Sepé encontrou alguns pontos de água parada. São potes vazios, tampinhas e litros cheios de águas.
No cemitério Sagrada Família na zona norte de Santo Ângelo, o problema não são vasos de flores, mas os adornos dos próprios túmulos que vazios funcionam como recipientes, além dos litros pet com água. As fotos registradas na quinta-feira, 9, comprovam o risco.
O cemitério Padre Roque Gonzales está localizado na zona leste do município, região a qual tem o maior número de casos suspeitos de dengue em 2020. O local tem vários pontos de acumulo de lixo, oportunizando focos de dengue, não somente nos lixos como garrafas pet, vasos e coroas, mas as lajes dos túmulos acumulam água, podendo ser um criadouro de mosquitos.
De acordo com a coordenadora municipal da Vigilância Ambiental, Selenir Arruda, os agentes realizaram uma vistoria em todo o Cemitério Sagrada Família. Na segunda-feira, 13, a equipe realizará no Cemitério Padre Roque Gonzales. Selenir enfatizou que o trabalho dos agentes é esvaziar potes com água e furá-los, mesmo procedimento é realizado nas coroas sobre os túmulos. Na questão do recolhimento de lixos dos locais, é responsabilidade dos zeladores.
Em contato com o subsecretário de Obras e Serviços Urbanos, Valter Lari Holsba, órgão responsável pela limpeza e manutenção dos cemitérios, ele informou que a respeito do Cemitério Sagrada Família já iniciaram a limpeza. Em relação ao Cemitério Padre Roque Gonzales, já iniciou as roçadas e recolhimento de vasilhames e lixos que possam vir acumular água. “Dentro dos próximos dias, a gente vai concluir, porque estávamos com bastantes demandas. Inclusive estávamos auxiliando nos mutirões nos bairros no combate a dengue”, relata.
Redação Grupo Sepé