
Sem prazo para retorno das aulas presenciais, o ano letivo das escolas públicas e particulares do RS desperta apreensão em pais, alunos e professores sobre a organização do calendário escolar. Para assegurar que todo o conteúdo do ano seja repassado aos estudantes, aulas aos sábados, períodos suplementares e até a ampliação do ano letivo para 2021 não estão descartados. Confira o que se sabe sobre o tema:
Até quando serão suspensas as aulas?
Um decreto estabelecendo mais um período de suspensão será publicado nesta quinta-feira (30) . Embora tenha proposto um plano de distanciamento controlado, o governo gaúcho deverá manter a suspensão unificada nas redes municipais, estadual e privada.
Sim. Segundo o Secretário de Educação do RS, Faisal Karam, a educação deverá ser uma das últimas atividades a retornar.
Na terça-feira (28), o Conselho Nacional de Educação autorizou que escolas e faculdades considerem atividades remotas no cumprimento da carga horária. Antes, o Ministério da Educação já havia suspendido a obrigatoriedade de 200 dias letivos requeridos em lei, mantendo a necessidade de 800 horas nos ensinos fundamental e médio.
Como ainda não se sabe quando as aulas serão retomadas, o plano para concluir o ano letivo ainda é incerto. Para minimizar atrasos, o Ministério da Educação suspendeu a necessidade dos 200 dias de ano letivo previstos em lei, mas manteve o requisito de 800 horas nos ensinos fundamental e médio. Já o Conselho Nacional de Educação autorizou que as atividades remotas sejam consideradas para o cumprimento da carga horária.
Secretarias de Educação e entidades de ensino discutem alternativas para assegurar o repasse de todo o conteúdo previsto aos alunos no retorno às escolas. Entre elas, aulas aos sábados ou em janeiro e períodos extras. A antecipação das férias não está descartada.
Escolas buscam estruturar suas teleaulas para contabilizá-las na carga horária prevista em lei. Segundo o Sinepe-RS, 97,4% dos colégios privados têm usado plataformas online e aplicativos. Na rede pública, as atividades estão menos ordenadas.
Pela impossibilidade de alunos em acessarem computadores, cada escola adotou seu próprio método – cadernos, livros, grupos de WhatsApp e publicações nas redes sociais. A Secretaria da Educação do RS tem sido cobrada para oferecer ensino padronizado, distribuindo chips aos estudantes. Na Capital, uma plataforma de ensino deve ser lançada na próxima semana.
Ainda não há uma diretriz clara sobre o tema. Há um mês, a Secretaria Nacional do Consumidor publicou uma nota técnica recomendando que as pessoas evitem pedir descontos nas mensalidades. O argumento é que os cortes podem provocar desarranjos nas escolas e impactos no salário de professores. Porém, uma série de instituições têm oferecido descontos individuais (para casos em que pais perderam o emprego, por exemplo) e coletivos.
De acordo com o Sinepe-RS, metade dos colégios privados gaúchos já concedeu reduções nas mensalidades – em alguns, o decréscimo chega a 30%. Universidades também têm feito renegociações com alunos inadimplentes. Em todo o país, mais de 10 projetos de lei tramitam na Câmara, no Senado e nas Assembleias dos Estados propondo a obrigatoriedade de descontos nas mensalidades durante o período de distanciamento social. No Legislativo do Rio Grande do Sul, foi protocolada uma proposta que determina a diminuição do pagamento na mesma proporção da redução de despesas.
Fonte: Gaúcha ZH