
O Dia Internacional da Mulher é uma data especial não apenas de homenagem, mas uma forma de reconhecimento do importante papel das mulheres na sociedade. Um exemplo disso são as inúmeras profissionais de saúde que de forma incansável estão enfrentando a pandemia da Covid-19, uma doença que causou a morte de mais de 2,5 milhões de pessoas no mundo. Nesta data especial, o jornal A Tribuna vai contar a história de duas profissionais de saúde que atuam na linha de frente na UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
A enfermeira Denise Guerin, que há um ano atua na UPA, é um exemplo de dedicação e profissionalismo, atendendo pessoas com suspeita de infecção pelo novo coronavírus. A profissional atua das 7 às 13 horas no setor Covid da unidade que funciona em três turnos. Ao longo da manhã, juntamente com outra enfermeira e duas técnicas de enfermagem, faz a triagem e entrevistas com os pacientes para verificar sintomas e possíveis comorbidades, antes da consulta médica. Além disso, realiza exames RT-PCR e testes rápidos da Covid-19.
Denise recorda que no início foi bastante difícil atuar no enfrentamento de uma doença invisível, desconhecida. “Às vezes chegava até nós um paciente com cefaleia. Após os exames vinha um diagnóstico mais complexo. Isso nos abalava pela variação de sintomas de uma pessoa infectada pelo coronavírus. Com o passar do tempo essas dúvidas foram sendo superadas.”
A enfermeira salienta que diante de muitos momentos de apreensão o amor pela profissão foi fundamental para superar medos e as incertezas. “O sentimento de poder atender bem as pessoas compensa nessas horas. É gratificante poder dar uma assistência de qualidade a todas as pessoas que vem até nós em busca de ajuda.”
PSICOLÓGICO
Denise conta que muitas vezes é preciso trabalhar o psicológico de alguns pacientes que chegam ansiosos e preocupados de terem a Covid-19. “Muitas vezes tentamos acalmar os pacientes. Relatamos casos semelhantesnos quais a doença foi superada. Nesse trabalho de assistência tem algo que vem chamando a atenção. Estamos recebendo pacientes que já tiveram a Covid-19, retornando a UPA com sintomas respiratórios, bastante preocupadas com uma possível reinfecção. Muitas delas acabam encaminhadas ao hospital quando ocorre o agravamento do quadro de saúde. O que podemos dizer diante de tudo isso é que temos uma tarefa diária desafiadora, muitas vezes distantes das nossas famílias.”
A profissional de saúde ao falar do trabalho lembra com carinho da mãe de 79 anos que mora na Zona Norte da cidade. “A distância da minha mãe tem sido difícil. A minha convivência diária com minha mãe foi substituída por visitas semanais de um pouco mais de cinco minutos. Sinto falta dela, mas não abro mãos desses cuidados em proteção a sua saúde.”
A enfermeira também sente saudade do esporte. Denise conta que, além da dedicação à profissão, é uma atleta. “Desde que começou a pandemia deixei de lado o ciclismo e o vôlei. Meu foco neste momento é o trabalho de enfermagem e a assistência ao paciente.”
Redação Grupo Sepé