
O Rio Grande do Sul vai receber novas doses da vacina CoronaVac nesta quarta-feira, 17. A confirmação veio do Governo do Estado. Segundo a Secretaria de Saúde, estão sendo aguardadas 318.200 doses de vacina nas primeiras horas da manhã. Não está ainda definido o cronograma de distribuição destas doses para os municípios gaúchos.
PERFIL DE INFECTADOS
Na manhã de hoje, 16, o Governo do Estado detalhou o perfil dos infectados no Rio Grande do Sul, até o momento. Divulgado desde 1º de fevereiro, o Boletim Genômico do coronavírus no RS, produzido pelo Cevs e publicado a cada duas semanas no site do governo sobre Covid-19, já está na quarta edição. O documento leva em conta a análise de um conjunto de pacientes hospitalizados, determinando quais as linhagens mais frequentes distribuídas, o que é essencial para a compreensão do avanço da pandemia e para guiar as medidas de controle da doença a serem adotadas pelo Gabinete de Crise.
Para o escopo do quarto boletim, foram consideradas 478 amostras colhidas entre 23 de fevereiro e 9 de março, em 117 municípios, com representatividade de todas as regiões geográficas do Estado, nos diferentes grupos etários, incluindo pacientes internados ou não, além de considerar os atuais indicadores epidemiológicos. A partir disso, o Cevs fez o sequenciamento genômico das amostras e identificou 20 linhagens de coronavírus diferentes em circulação no RS.
De acordo com Salvato, as mutações entre os vírus são extremamente frequentes e, de forma geral, não representam uma alteração no comportamento ou na ação do vírus. As diferentes linhagens são identificadas pelas combinações entre as mutações que permanecem ao longo do tempo.
“A gente vê que a distribuição da linhagem por mês durante a pandemia não é heterogênea. Algumas predominaram no início da pandemia, mas foram perdendo lugar para outras que passaram a predominar. Hoje, no último boletim, temos cinco linhagens predominantes”, afirmou o especialista do Lacen.
Entre estas variantes mapeadas, as mais frequentes em território gaúcho foram, na ordem, B.1.1.28, P2, B.1.1.33, P1 e B.1.1.61.
Pessoas que tenham se contaminado pela Covid-19 em algum momento não podem se considerar imunes à reinfecção pela doença. “Tivemos casos em que a quantidade de anticorpos diminuiu. As reinfecções ocorrem independentemente das variantes. Então, temos de continuar nos cuidando, usando máscara. A solução é a vacinação e a manutenção das medidas de distanciamento”, destacou o especialista em Saúde do Laboratório Central do Estado (Lacen-RS) Richard Steiner Salvato.
Redação Grupo Sepé (Fonte: Governo do Estado)