
Em setembro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 341,9 milhões de toneladas, 16,8% maior do que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas), com aumento de 49,2 milhões de toneladas, e 0,2% acima da informada em agosto, com acréscimo de 660,9 mil toneladas.
A área a ser colhida é de 81,4 milhões de hectares, crescimento de 3,0% frente à área colhida em 2024, com aumento de 2,4 milhões de hectares, e acréscimo de 0,1% (102,7 mil hectares) em relação a agosto.
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 88,0% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 4,8% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 11,3% na do arroz em casca; de 3,6% na da soja; de 3,8% na do milho (declínio de 5,3% no milho 1ª safra e crescimento de 6,4% no milho 2ª safra); e de 11,4% na do sorgo; ocorrendo declínios de 5,5% na do feijão e de 18,5% na do trigo.
Em relação à produção, houve acréscimos de 10,6% para o algodão herbáceo (em caroço); de 17,2% para o arroz em casca; de 14,4% para a soja; de 20,7% para o milho (crescimento de 14,0% para o milho 1ª safra e de 22,4% para o milho 2ª safra); de 24,8% para o sorgo; de 3,6% para o trigo; e para o feijão, ocorreu decréscimo de 0,5%.
A estimativa de setembro para a soja foi de 165,9 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 138,4 milhões de toneladas (26,1 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 112,3 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 12,4 milhões de toneladas; a do trigo em 7,8 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,8 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,0 milhões de toneladas.
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Centro-Oeste (21,6%), Sul (9,5%), Sudeste (16,8%), Nordeste (8,3%) e Norte (22,5%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos na produção a Região Norte (1,3%), a Sul (0,1%), a Centro-Oeste (0,2%) e a Sudeste (0,1%). A Região Nordeste apresentou declínio (-0,3%).
Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (7,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,5% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,4%), Sul (25,1%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,5%).
Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,8 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior e crescimento de 3,6% em relação a 2024. O rendimento médio, no comparativo mensal, apresenta aumento de 0,9%, enquanto a área a ser colhida apresenta crescimento de 0,1%. No comparativo com o ano anterior, a área plantada e a área a ser colhida declinam em 18,5% e o rendimento aumenta em 27,1%.
A Região Sul deve responder por 85,4% da produção tritícola brasileira. No Rio Grande do Sul, principal produtor do País, com 46,6% do total nacional, a produção deve alcançar 3,6 milhões de toneladas, declínios de 0,2% em relação a agosto e de 1,6% em relação ao volume colhido no ano anterior, em função da menor área cultivada (-13,7%), embora o rendimento médio apresente crescimento de 14,1%.
No Paraná, segundo maior produtor brasileiro de trigo, com participação de 34,3% no total, a produção foi estimada em 2,7 milhões de toneladas, aumentos de 2,1% em relação a agosto e de 13,4% em relação ao volume colhido no ano anterior, quando a produção foi severamente afetada por problemas climáticos. Nesse último comparativo, a área plantada apresenta declínio de 28,0%, enquanto o rendimento médio está crescendo 57,5%.
A produção de Santa Catarina deve alcançar 347,3 mil toneladas, declínio de 18,5% em relação ao ano anterior, com a área a ser colhida declinando 19,4% e o rendimento médio crescendo 1,1%.
A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, declínio de 1,9% em relação ao mês anterior, contudo, crescimento de 25,0% em relação ao volume colhido em 2024. O rendimento médio, de 2 305 kg/ha, declinou 1,8% em relação ao mês anterior, enquanto a área colhida decresceu 0,1% nesse comparativo. Em relação ao ano anterior, o rendimento médio e a área a ser colhida estão apresentando aumentos de 11,8%.
Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 978,7 mil toneladas, declínio de 1,2% em relação a agosto e aumento de 21,0% em relação ao volume colhido em 2024; e Paraná, com 221,7 mil toneladas, declínio de 4,3% em relação a agosto e crescimento de 33,2% em relação a 2024, com o rendimento médio apresentando crescimento de 26,8%, em relação ao obtido no ano anterior, devendo alcançar 2 221 kg/ha. A produção catarinense deve alcançar 49,5 mil toneladas, declínio de 0,6% em relação a 2024.
Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 567,0 mil toneladas, aumentos de 1,7% em relação ao mês anterior e de 36,2% em relação ao volume produzido em 2024. A área plantada apresenta crescimento de 17,8%, enquanto o rendimento, aumento de 15,6% no comparativo anual. Os maiores produtores da cevada são o Paraná, com 449,4 mil toneladas, crescimentos de 2,2% em relação a agosto e de 56,5% em relação a 2024, devendo participar com 79,3% na safra brasileira em 2025; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 95,0 mil toneladas, declínio de 12,9% em relação ao volume produzido em 2024. A produção gaúcha deve representar 16,8% do total da cevada produzida em 2025.
A estimativa da produção do milho foi de 138,4 milhões de toneladas, um recorde da série histórica do IBGE, com crescimentos de 0,3% em relação ao mês anterior e de 20,7% em relação ao volume produzido em 2024. A área a ser colhida apresenta aumento de 0,2% e o rendimento médio teve crescimento de 0,1% no comparativo mensal, devendo alcançar 6 246 kg/ha. Em 2024, a produção do cereal foi afetada por problemas climáticos em diversas Unidades da Federação produtoras, recuperando-se em 2025, em decorrência do clima mais chuvoso, que beneficiou as lavouras.
O milho 1ª safra apresentou uma produção de 26,1 milhões de toneladas, aumentos de 0,2% em relação a agosto e de 14,0% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024. A área colhida, na safra corrente, caiu 5,3%, para 4,4 milhões de hectares, enquanto o rendimento cresceu 20,4%, para 5 898 kg/ha, em decorrência do clima, que beneficiou as lavouras na maioria das Unidades da Federação produtoras.
Houve crescimento na estimativa em todas as Regiões do País: Norte (23,4%), Nordeste (10,6%), Sudeste (4,4%), Sul (21,6%) e Centro-Oeste (10,0%). Os destaques positivos em setembro foram os aumentos das estimativas de Minas Gerais (2,2%), Goiás (0,6%), Rio de Janeiro (1,6%), Rondônia (0,4%) e Paraná (0,1%). Houve declínios da produção no Tocantins (-2,1%), no Maranhão (-0,5%), no Ceará (-6,5%), no Rio Grande do Norte (-1,6%), em Pernambuco (-2,3%) e no Espírito Santo (-2,9%).
O Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro do milho 1ª safra, com participação de 20,3% e uma produção estimada em 5,3 milhões de toneladas, 17,3% maior que o volume produzido no ano anterior. Em Minas Gerais, segundo maior produtor de milho 1ª safra do País, a produção deve alcançar 4,4 milhões de toneladas, aumentos de 2,2% em relação ao mês anterior e de 6,0% em relação ao volume produzido em 2024, com crescimento de 3,4% na área a ser colhida e de 2,6% no rendimento médio.
Quanto à produção do milho 2ª safra, apresentou crescimentos de 0,3% em relação ao mês anterior e de 22,4% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024, atingindo 112,3 milhões de toneladas, uma estimativa recorde da série histórica do IBGE. Em relação a agosto, houve aumentos de 0,2% na área a ser colhida e de 0,1% no rendimento médio. Quanto ao ano anterior, houve crescimentos de 6,4% na área a ser colhida e de 15,0% no rendimento médio. O clima beneficiou as lavouras da 2ª safra, havendo maior disponibilidade de chuvas, notadamente na Região Centro-Oeste.
O Mato Grosso é o maior produtor brasileiro do milho na 2ª safra, participando com 48,5% do total. A produção deve alcançar 54,4 milhões de toneladas, crescimentos de 0,3% em relação a agosto e de 14,6% em relação ao volume colhido em 2024. O Paraná é o segundo maior produtor brasileiro de milho 2ª safra, participando com 15,5% do total. A produção deve alcançar 17,4 milhões de toneladas, crescimentos de 0,2% em relação a agosto e de 38,3% em relação ao ano anterior. Goiás é o terceiro maior produtor do milho 2ª safra, participando com 12,9% do total nacional.
A produção deve alcançar 14,5 milhões de toneladas, aumentos de 0,2% em relação a agosto e de 23,6% em relação ao ano anterior, havendo elevações de 10,8% na área a ser colhida e de 11,6% no rendimento médio.
O Mato Grosso do Sul, quarto maior produtor brasileiro de milho 2ª safra, estimou uma produção de 11,1 milhões de toneladas, aumento de 42,9% em relação ao volume produzido em 2024, quando o Estado enfrentou uma das piores secas dos últimos anos e teve sua produção de milho comprometida. Houve variações positivas da produção em relação ao mês anterior também em Rondônia (3,6%), no Tocantins (1,6%), no Maranhão (0,3%), em Sergipe (4,8%) e no Paraná (0,2%), e negativas no Acre (-11,1%), em Pernambuco (-2,0%) e em Minas Gerais (-0,6%).
A produção nacional da oleaginosa deve alcançar novo recorde na série histórica em 2025, totalizando 165,9 milhões de toneladas, um aumento de 14,4% em comparação à quantidade obtida no ano anterior. Neste levantamento, ocorreram poucas reavaliações em relação ao mês anterior, com aumento de 0,1% na área colhida, e queda de 0,1% no rendimento médio, mantendo a quantidade produzida estável.
Destacam-se os ajustes mensais realizados em Tocantins (2,7%) e no Mato Grosso (-0,3%). As projeções atuais indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras do País, e pela expansão da área plantada. Contudo, houve registro de problemas climáticos que derrubaram a produtividade das lavouras de soja no Oeste do Paraná, Sul do Mato Grosso do Sul e, principalmente, no Estado do Rio Grande do Sul, que estimou uma quebra de 25,2% na comparação com a safra passada.
Mesmo havendo atraso na semeadura em setembro de 2024, nos principais estados, as precipitações regulares de outubro a dezembro permitiram o bom desenvolvimento das lavouras na maior parte das Unidades da Federação produtoras.