
A cidade de Santo Ângelo está em meio a um processo fundamental para o seu desenvolvimento urbano: a revisão do seu Plano Diretor. Em entrevista ao programa Aldeia Global, o arquiteto Felipe Trevisani, da empresa Líder Engenharia — responsável técnica pelo projeto após processo licitatório —, detalhou as etapas de trabalho e reforçou a necessidade de participação ativa da comunidade local.
O Plano Diretor é um documento de planejamento obrigatório para municípios com mais de 20 mil habitantes e deve ser revisado a cada dez anos para acompanhar o crescimento populacional e as novas demandas urbanas. Segundo Trevisani, o objetivo central da revisão é "trazer melhor qualidade de vida para o município", reordenando eixos como mobilidade, saneamento e uso do solo.
Atualmente, o projeto encontra-se na fase de diagnóstico, na qual é realizado um levantamento detalhado das carências e potencialidades da cidade. Para garantir que o plano reflita a realidade local, estão sendo realizadas oficinas e audiências públicas. "É interessante que ele [o plano] seja desenvolvido e revisado junto da população e da prefeitura municipal", destacou o arquiteto. Nas oficinas, a população pode responder a questionários anônimos sobre temas como iluminação pública, unidades de saúde, escolas e áreas de lazer.
Felipe ressalta que essa escuta é essencial, pois "quem sente mesmo é a população, quem carece de equipamentos públicos e de infraestrutura urbana".
Entre as propostas em discussão, destaca-se a revitalização do centro urbano e a modernização da mobilidade. A tendência apontada pela equipe técnica é priorizar o pedestre e incentivar o uso do transporte coletivo para melhorar o fluxo nas vias já consolidadas. Além disso, o novo plano dará atenção especial às Áreas de Preservação Permanente (APPs) e ao patrimônio histórico-arquitetônico de Santo Ângelo, visando evitar ocupações irregulares e garantir a preservação ambiental.
O zoneamento urbano também será atualizado, definindo com clareza quais áreas são aptas para expansão residencial, comercial ou industrial, o que impacta diretamente na aprovação de futuros projetos e empreendimentos na cidade.
O processo de revisão, iniciado em 2025, tem um cronograma definido para os próximos meses:
Redação Grupo Sepé