
Com o bloqueio estabelecido na segunda-feira (13), as Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram na manhã desta terça-feira (14) que nenhum navio passou pelo Estreito de Ormuz. Em comunicado, o país afirma que 10 mil soldados — entre marinheiros, fuzileiros navais e aviadores — monitoram o bloqueio estabelecido no Golfo de Omã, próximo à entrada da passagem.
O Comando Central (Centcom), responsável pelas forças americanas no Oriente Médio, declarou que mais de 10 mil soldados americanos, mais de 12 navios de guerra e dezenas de aeronaves participam do bloqueio.
"Durante as primeiras 24 horas, nenhuma embarcação conseguiu atravessar o bloqueio americano e seis navios mercantes acataram as instruções das forças americanas para dar meia‑volta e retornar a um porto iraniano no Golfo de Omã", afirmou o Centcom em uma publicação no X.
"O bloqueio está sendo aplicado de forma imparcial a navios de todas as nações que entrem ou saiam de portos e zonas costeiras iranianas, incluindo todos os terminais iranianos no Golfo Árabe e no Golfo de Omã", acrescentou o órgão.
Segundo agências de monitoramento marítimo, ao menos quatro navios petroleiros sancionados pelos Estados Unidos navegaram pelo estreito entre segunda e terça-feira (14), mesmo em meio ao bloqueio do exército americano na região.
Um deles, o petroleiro chinês Rich Starry, regrediu em sua rota após entrar no Golfo de Omã, onde navios de guerra dos Estados Unidos estão estacionados. Este teria sido o primeiro navio a atravessar a passagem e a sair do Golfo desde o início do bloqueio. Ainda não se sabe o que havia causado esta movimentação.
O bloqueio dos Estados Unidos tem como objetivo limitar o trânsito marítimo no Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã desde o início da guerra. A passagem nunca esteve completamente fechada. Os iranianos permitem a passagem de alguns petroleiros de parceiros estratégicos, porém, mediante o pagamento de taxas.
Na segunda-feira (13), porém, Donald Trump determinou a obstrução da rota. "Eu também instrui à nossa Marinha a procurar e abordar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em águas abertas", disse o presidente americano em postagem na rede Truth Social.
Fechando as vias para embarcações, Trump corta uma importante fonte de receita do governo iraniano, já que o petróleo representa cerca de 10% a 15% do PIB do país.
Fonte: GZH